Olá querido leitor...

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72 – Somos Nossos Próprios Deuses

“... É manhã, Garth voou por toda à noite, chegou até o onde chamamos hoje de Tibet, monte Yah Bang para ser mais exato. Garth se senta no alto daquele monte e sente a brisa do Tibet.
- Esse lugar é maravilhoso...
Sussurra ele. Garth agora não está escondendo sua energia, logo, qualquer um de seus irmãos, e até mesmo os anjos poderiam achá-lo. E não tarda para Guilty e Sayuki chegassem até ele. Eles não dizem nada, apenas se sentam, recolhem suas asas, e ficam ali, ao lado de Garth, calados, até que Guilty quebra o silêncio:
- O que você vai fazer agora? Por quê, não sabemos o que está acontecendo, e algo me diz que você sabe.
- Eu não sei. Responde Garth.
- Mas, então, o que você pretende fazer? Quer dizer, você está diferente, mais forte...
- Minha irmã, perdi o motivo de lutar, agora, só quero respostas, e o único que pode me dar essas respostas, é nosso pai, que, como vocês já devem saber, está controlando o corpo de nosso irmão Ryu.
- Então você descobriu não é? É, já estava demorando. Disse Guilty, sem saber se isso ajudaria de alguma coisa.
- Sabe Guilty, eu agora sei, o quanto é perigoso ser filho de quem eu sou, e só sei que de agora em diante, só tenho vocês, e que, se vocês, venderem suas almas para nosso pai, eu não poderei mais estar ao lado de vocês...
Sayuki não compreende completamente as palavras do irmão.
- Olha Garth, eu não me interesso mais por qualquer assunto que envolva nosso pai, e saiba que de agora em diante, eu estarei com Guilty para aonde quer que ele vá, se ele resolver ficar com você, então ficaremos juntos!
- Quer dizer que finalmente pararam de olhar um para o outro e resolveram dizer o que estava no coração?
Guilty fica vermelho, Sayuki sorri e Garth sorri também, como se abençoasse essa união.
- Sabem alguma coisa de Ielena? Pergunta Garth, seus irmãos tentam desviar o olhar, e ninguém o responde.
- Não posso partir sem ela, eu preciso ao menos, dizer o que sinto, e que quero que ela venha comigo, se ela não aceitar está tudo bem, mas, sem ela, eu não vou! Está tudo bem para vocês?
- Eu te entendo, você é capaz de fazer o que diz, então, eu confio em você. Diz Guilty com um sorriso feliz no rosto, e Sayuki se levanta, dá um beijo na testa de Garth, Guilty também se levanta e beija a mão de Garth, e diz:
- Nos encontramos aqui dentro de dois dias, estaremos esperando você.
E começando a chorar de emoção, Sayuki grita enquanto corre para os braços de Garth:
- Não se esqueça, chega de amarras, chega de dor, agora, somente liberdade. Nós te amamos, volta pra gente!
Ele apenas se vira para o horizonte, e salta, abre suas asas, e sobe em grande velocidade para o céu... “


- Escrito por: RickGameMaster às 21h52
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Parabens para você Blog! 2 anos de vida...

É isso ai, foram dois anos de Blog Guerreiros do Hollocausto... E olha que talvez esse Blog sobreviva ao terceiro ano! É uma coisa incrivel, e ao mesmo tempo, mágica... Sei que o tempo em que as pessoas acessavam sempre essa página, já passou, mas, ainda assim, quero gradecer a todos. Quero desejar a todos que já acompanharam, já apoiaram, já compartilharam isso tudo... Quero desejar-lhes muita vida pela frente! E que sejam muito felizes com suas vidas e suas escolhas, assim como eu sou..

- Escrito por: RickGameMaster às 23h10
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71 - O amor de Garth - Cap.15 - Diga a Deus, diga adeus, ou não diga nada

“... Pude notar, que no meio daquelas pedras, havia criptas, três delas aparentavam estar lá a anos. E uma cripta estava aberta, toda enfeitada com rosas brancas. Eu então perguntei para meu pai se aquela seria minha morada de agora em diante. Ele apenas disse que eu não precisaria me preocupar, por quê ali, nada poderia me machucar ou me fazer mal.
Eu me deitei naquele tumulo feito para mim, e fechei os olhos....
Acordei sendo abraçado pelos meus quatro irmãos, não que eu soubesse que eram eles, pois, os corpos eram de mortais.
E foi assim que essa jornada de vidas e vidas começou. Daí por diante, foram doces desilusões sobre a minha volta para casa, e sobre o fim dessa disputa tola, de Deus contra meu pai.
- Garth, me diga, você viu todo o seu passado, mas, sinto que há algo a mais, algo que você não em quer contar.
- Há. Mas, não é algo que eu queira revelar, e sim algo que eu quero evitar.
- Vamos descansar por essa noite então?
- Sim Aliyah, mas, antes, eu gostaria de sair um pouco lá fora, tomar um pouco de ar fresco.
- Tudo bem, se você assim quer...
Garth se levantou, com firmeza nas pernas, e com passos despretensiosos, abriu a porta, se dirigiu até o pé de uma arvore alta, e abriu suas asas, dessa vez, brancas, belas, e vigorosas asas, asas como as de um anjo.
Ele alça vôo e pousa com a ponta dos pés no ponto mais alto da arvore, as asas abertas reluziam a luz do luar, Garth sem camisa, apenas com uma calça de panos folgados, nem meias cobriam seus pés na noite fresca, de brisa levemente doce, devido ao seu cheiro de terra úmida.
Garth de cabeça erguida, começa a sussurrar:
- Sei que pode me ver, sei que quer me manipular, sei também o que vai acontecer com o meu amor se eu fizer teu jogo, mas, quer saber de uma coisa? Eu não estou nem ai, será seu pior pesadelo, nada mais merecido para quem usou alguém que o amava para simplesmente criar um “ joguinho “.
- Garth, está ficando frio, por favor, entre!
Gritava Aliyah da porta de sua pequena casa, Garth olha para traz, olha de volta para frente, e grita de volta para Aliyah.
- Acho que realmente chegou à hora de voltar Aliyah.
E com seu poder psíquico, Garth fala diretamente na cabeça de Aliyah.
- Chegou a hora de voltar bela Aliyah, peço desculpas se não sou teu Deicide, também gostaria de agradecer-te por ter cuidado de mim, e de me ter poupado tempo, me ajudando a recuperar essas lembranças. Digo-te adeus, e espero que se cuide, pois, uma jovem tão bela como você, sabe tão bem quanto eu, que viver um desespero, não é nada mais, nada menos, do que medo de se entregar ao que se mais ama.
- Não vá Garth, por... favor...
E enquanto Garth alçava vôo, dessa vez para longe, Aliyah caia sobre seus joelhos, na porta de sua pequena casa, as lágrimas caíam desde quando Garth começava a se despedir. E elas caíram, e caíram, não foi por uma noite, nem por duas. Demorou para que Aliyah entendesse as palavras de seu antigo hóspede, mas, quando ela compreendeu, a casa ficou vazia, sem sua dona, sem o ultimo hospede, sem as visitas de ninguém, apenas ali, parada, como se esperasse a volta de alguém. E o rei recebeu sua filha, triste, por ter permitido que a mesma vivesse no exílio, mas, feliz, pela volta da amada filha, filha esta, que mesmo tendo perdido o dom da premonição, havia ganhado o dom da visão.


- Escrito por: RickGameMaster às 23h45
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Por quê?

Quer dizer, Por quê? Por que a gente escreve errado? Por que a gente ama? Por que a gente mente? Por que a gente desiste por um tempo de um sonho? Por que...
Eu abri esse Blog tantas vezes, abri o Blog novo as mesmas tantas... Por que eu não postei?Deus, como era frustrante, saber tudo o q acontece, e não conseguir, não querer, não sentir prazer de escrever...

Enfim, existia algo q me dava força antes, hoje, essa coisa se foi. Acho q eu ia desistir dessa coisa toda, que começou com pesadelos totalmente loucos, que tive em idade que meus amigos sonhavam com suas primeiras transas...

Quer dizer, isso aqui sempre foi um refugio, e é agora q eu vou provar ( ou não ) pra mim, o que isso é realmente pra mim, e se escrever faz parte do meu futuro. É um tudo ou nada que começa, Garth ia fazer algo nesse momento, agora, quero que a história tome outro rumo, no começo, algo q faria de Deus um vilão, agora, algo que fará cada pessoa pensar durante, n minimo, um minuto do seu dia: "Poxa, pior que é assim mesmo".

Vou lutar por isso, preciso demontras pra mim mesmo, mesmo sabendo que sou capaz de fazer isso tantas vezes quanto eu quiser, enfim, promessa feita a mim mesmo.

Este Blog terá seu capitulo 71 á 80. E o novo ganhará do 11 ao 30. Isso até o ultimo dia deste ano. Parece pouco, mas, toda mudança, deve ter um começo, ao menos, planejado. E essa mistura de vergonha e de orgulho que sinto agora, não em deixa planejar, então, fica uma promessa que é possivel de cumprir. Se você está vendo isso por acaso, saiba q em breve esse Blog, vai ter atualizações, sem nenhum comentario é claro, mas, terá novas atualizações sim!


Texto escrito por Paulo Henrique Corrêa, sem passar no Word, sem a pouca força que eu tinha antes, mas, com toda a experiencia que tenho agora, e todo o amor que tenho no coração.

" Se eu te amar de verdade, eu vou conseguir... " Essa ultima mensagem é pra noiva mesmo.

- Escrito por: RickGameMaster às 00h20
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70 - O amor de Garth - Cap.14 - Lembranças

“... - Me conte o que você viu Garth.
- Tudo Aliyah, meu pai, meus irmãos, meu verdadeiro eu, tudo.
- Acho melhor você descansar...
- Não! Eu quero conversar sobre isso, preciso por pra fora essa ansiedade em meu peito.
- Está bem meu deicide, eu quero ouvir o que tem para me contar.
E então, o que se inicia é uma narrativa das coisas que Garth presenciou em sua visões:
“ Meu pai, belo, pela branca, branca como a neve, cabelos negros, longos e lindos, olhos castanhos escuro, lábios pequenos, um homem muito belo. Ryo, meu irmão mais velho ainda criança, cabelos curtos, olhos castanhos claro, correndo, ao lado de Sayuki, Guilty e eu, parecíamos tão felizes, correndo no gramado, nosso pai ao centro, com as asas encolhidas em suas costas. Sayuki e Guilty sempre brincando juntos, eles sempre foram muito ligados, mas, a pele branca, quase pálida de Sayuki, e seus cabelos negros como os de nosso pai, a deixava com uma beleza incrível desde cedo, nosso pai sempre dizia que ela seria uma mulher linda, Guilty com cabelos castanho claro, curto e embaraçado do jeito que ele sempre gostou, seus olhos castanhos claro, parecíamos todos estar gostando de tudo aquilo. Eu estava me sentindo tão feliz, mas era como se algo estivesse para acontecer. E então, dois homens, com asas brancas, chegaram, nós ficamos próximos a nosso pai, eles se aproximaram, e nosso pai pediu para que não nos preocupássemos, e que deveríamos ficar atrás dele que acabara se levantando e nos escondendo atrás de suas asas negras.
Aqueles homens disseram algo para meu pai, não ouvi o que era, ele então suspirou, e disse que estava na hora de ir embora. Depois disso, me lembro de estar brincando no jardim de nossa morada no inferno, falando nisso, me lembro e papai nunca ter nos mostrado os nove infernos, nem nada fora de nossa morada, como eu ia dizendo, estava eu brincando no jardim de nossa morada, onde só haviam rosas brancas, perguntei para meu pai por que as rosas eram brancas se seu nome era rosa. Eu não me lembro do que ele disse, mas, sei que eu sorri para ele, e ele por sua vez sorriu para mim. E então, m lembro de ter perguntado sobre aonde os outros estavam, e aonde estava minha mãe, não obtive resposta dessa vez, ele apenas disse que era hora de eu descansar. E então me conduziu para um outro jardim, nunca antes aberto para meus irmãos e eu. Ele era ao ar livre, e ficava no meio de nossa morada, de lá eu pude ver pela primeira vez, um céu vermelho acima de nós, o jardim era feito de pedras, muitas delas cobertas com musgo, aparentava ser bem antigo...”


“ Continua “


- Escrito por: RickGameMaster às 23h06
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69 - O amor de Garth - Cap.13 - Aproximação

"... Após o jantar, resolveram se sentar em frente á lareira, noite fria, bastante lenha, mas Aliyah não sabia como começar um dialogo, Garth não sabia como parar de pensar nela. Como dois jovens que querem se conhecer, eles ficaram calados por longos minutos, até que Garth deu o primeiro passo:
- O jantar estava muito saborosa, a muito não me alimentava tão bem.
- Fico grata, e feliz por saber que gostaste.
- Sabe Aliyah, você não precisa me ajudar a tentar recobrar alguma memória, você não precisa me tocar se não quiser ...
- Mas eu quero! Mas, se é o que você quer, eu...
Ele se precipita, e acaba interrompendo a jovem.
- Eu quero!
Ela se vira para ele e sorri, Garth vê então uma feição linda, ele se apaixona por aquilo tudo.
- Quer tentar agora...? Pergunta a garota, já ansiosa.
- Sim, eu quero.
Ela se levanta, pega um pequeno recipiente com água, e se senta a sua frente com as pernas cruzadas, ela molha suas mãos e diz:
- Tente se concentrar naquelas imagens que você viu quando eu disse o significado de teu nome.
Ele fecha seus olhos, e ela vai direcionando suas mãos até o rosto dele, a cada segundo que se passa, a ansiedade de Garth vai aumentando, cada vez mais, ele mal suporta a espera do toque de Aliyah, até que ele acontece.
E como um relãmpago, Garth vê toda a sua vida antes das ressurreições, antes de todo esse jogo entre Céu e Inferno, antes de seu pai se tornar seu próprio Algoz.
E em questão de instantes, uma vida se passa, memórias vem á tona, o toque cessa, uma lágrima escorre, e o branco de seus olhos agora ganha uma coloração vermelho escarlate.
- E-eu sei de tudo, e-eu vi tudo Aliyah!


" ...Continua..."

- Escrito por: RickGameMaster às 23h26
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68 - O amor de Garth - Cap.12 – Deicide ( parte final )

“... Eles se calam, ela prepara uma sopa para que garth recobre suas forças, mexendo com carinho o caldeirão, sempre olhando para ele, e ele, sempre olhando para a janela, que pediu para ser aberta, assim ele poderia olhar as estrelas, assim ele poderia devanear. E é o que ele faz, devaneia sobre como devem estar seus irmãos, se eles sabem que ao menos se ele está vivo. Se suas suspeitas sobre Ryo são mesmo verdadeiras, se Ielena está bem, se a Brigada dos Anjos vai atacá-lo.


E muitos outros pensamentos, a jovem persevera sentindo a respiração dele e escutando as batidas de seu coração afim de notar uma mudança , e aquele silêncio ensurdecedor a incomoda a tal ponto que ela resolve tentar puxar conversa, uma vez que ela quer saber tudo dele, pois, sua telesimetria podia sentir o que os outros sentem ou já sentiram, mas, não o que pensam.


- Garth, sabe o que Garth significa?


- Não, você sabe?


- Significa: “ Aquele que trabalha em um jardim “


Subitamente lembranças da infância de Garth voltam a sua mente, e ele as vê como se estivessem acontecendo agora mesmo.


E eis que a garota conquistou uma coisa que ninguém havia conseguido em todos esses anos, em todas essas vidas. A garota não entende por quê a respiração e as batidas do coração de Garth aceleram tanto.


Ele volta a si, e então se levanta da cama, ficando sentado, leva as mãos ao rosto.


- O que foi isso? Pergunta a garota preocupada.


- Quando você disse o significado de meu nome, eu tive uma recordação, do meu verdadeiro eu, com meu corpo de verdade, no reino de meu pai.
- E como foi?


- Eu estava em um salão todo branco, com rosas brancas, brincando com meu pai e meus irmãos, mas, é tudo tão confuso, eu mal consigo ver o rosto de meus irmãos, é como se isso tivesse sido apagado de minha mente.
- Quer que eu o ajude a lembrar?


- Você pode fazer isso?


- Posso sim, mas, só se você quiser, só se você deixar.
- Sim, eu quero.


- Tudo bem, mas, que tal comermos antes? Quero você alimentado, assim eu sei que você pode agüentar toda e qualquer descoberta importante, e não desmaiar de fome.


Ele sorri, ela sente isso e sorri também, ela pega com uma concha a sopa, e coloca em um prato, ela se vira de costas para pegar mais sopa, e quando se vira para a mesa, lá está ele, sentado como um cavalheiro, olhando fixamente para aquela jovem e bela princesa, que mesmo em toda seus sentidos super aguçados, não conseguiu sentir o movimento de seu hospede.


- Posso lhe fazer uma pergunta? Indaga Garth


- Mas é claro. Responde surpresa


- Qual seu nome?


- Meu nome? É Aliyah.


- E o que significa?


- Aquela que acende, que começa, que dá inicio.


- Aquela que acende...


- Parece que até no nome, eu tenho a ver com a profecia, nasci para acender a tocha chamada Deicide, que vai transformar esse mundo em mundo de novo... “



Continua...






- Escrito por: RickGameMaster às 23h06
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67 - O amor de Garth - Cap.12 - Deicide ( Parte 2 )

"... - Me deixa te ver...?

Garth não compreende o pedido da jovem, e não responde nem reage a ela.

A garota dirige suas mãos ao rosto dele, e aos poucos vai aproximando, até que o toca, e vai passando a ponta de seus dedos sobre a bela face de Garth, e então dos olhos da garota, lágrimas começam a cair, e Garth não compreende ainda o que está acontecendo, até que ele abre seus olhos como se tivesse vendo a coisa mais triste do mundo.

- Você é tão lindo....

- Você, você não enxerga? Você...     ...é cega?

- Sim, eu sou, como todas as outras mulheres destinadas a serem oráculos na família Real.

- Você nunca enxergou nada?

- Não com os olhos, apenas em meus sonhos, neles eu vi você, e assim como na minha frente agora, eu te achei o mais lindo dos anjos.

 - Eu não sou um anjo, e eu não estou entendendo, como pode ser possível alguém que nunca enxergou, conseguir enxergar em sonho?

Ela tira suas mãos do rosto dele e se levanta.

- Difícil acreditar em mim? Então, acho que deveria ser difícil pra mim acreditar em um homem capaz de projetar asas negras em suas costas? Acreditar em um ser capaz de gerar uma energia negra que é capaz de criar e destruir quase tudo? Ou deveria ser difícil pra mim acreditar que em minha frente está o filho de Satã com a própria Morte?

Garth se espanta novamente.

- Como você pode saber de tudo isso?

- Quando eu toco uma pessoa, ou quando eu toco um objeto, posso absorver as lembranças daquela pessoa, ou sentir o que a pessoa pensava ou fazia enquanto segurava aquele objeto.

- Telesimetria?

- Sim, é assim que os oráculos da família Real de Hella chamavam. Mas, todas enxergavam isso como uma maldição, só que, por ter me mostrado teu passado no riacho, e agora, aqui, na minha cama, fico muito grata por ter tamanho Dom.

- Me desculpe por ser rude a agora pouco, eu...

Ela ajoelha uma vez mais e com o dedo indicador, tapa a boca de Garth, como soubesse que ele não precisava dizer nada, como se ela o entendesse.

- Eu te amo desde antes de te conhecer, eu te desejo mesmo antes de te ver, fica comigo, ao menos até melhorar, você também sente que deve ficar não é?

- Eu estou confuso, não consigo entender o que está acontecendo, mas, sim, eu vou ficar ... “

 

Continua... 



- Escrito por: RickGameMaster às 06h24
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66 - O amor de Garth - Cap.11 – Deicide ( parte 1 )

"- V-você despertou?

- Sim...

- E você ouviu minha conversa com o Sr. Enyo então?

- Em parte, mas, me diga, por que estou nessa casa com estas vestes, e na cama de alguém, muito confortável por sinal.

A garota vira-se de costas para ele, e começa a falar.

- Eu te vi, preso nos galhos de uma arvore. Você estava prestes a cair, o sol estava começando a raiar. E então eu não tive tempo de fazer nada ao te ver cair no riacho, se não pular na água e pegar você.

- Me diga, não teve medo ao tentar resgatar um estranho.

Ainda de costas, evitando se virar para o homem, à garota continua a conversa.

- Algo me dizia, que era você ali, o homem das profecias do meu povo, o homem que carrega o fardo de ser o Deicide.

- E então você conseguiu me tirar do riacho, me trouxe até sua casa, e cuidou de mim achando que eu sou esse tal de Deicide?

- E não é? Apenas estando na sua presença, já posso ter certeza que é você o escolhido. A profecia dizia:

“ A primeira filha do décimo terceiro Rei do reino de Hella, terá de abrir os olhos do Deicide, para que ele abra os portões do inferno e derrube o reino profano de Deus, e para que ele se torne o Deicide e ponha fim a tortura do povo de Gaia... “

- Deicide, decide, você não sabe dizer outra coisa? Olha, eu agradeço muito você ter me salvo, mas, não devo ficar aqui, eu represento um perigo muito grande.

Ele se levanta, mas, subitamente seus joelhos não o respondem mais, e ele cai de joelhos, e então Garth sente em sua garganta um liquido grosso, ele não consegue segurar e acaba tossindo para fora, e se espanta ao ver a poça de sangue no chão.

- Acha mesmo que está em condições de sair daqui?

O ar da casa muda, a garota se vira, ela está diferente, seu olhar antes inocente, agora está direto, seus movimentos lentos, sensuais, e sem transmitir incerteza alguma, ela apóia suas mãos em seu fogão a lenha, e fica observando.

- Levanta! Levanta e se deita de novo em minha cama.

Garth olha para a garota, sua visão ainda não estava completamente recuperada, sua audição e outros sentidos já estavam quase perfeitos novamente, mas, a visão ainda precisava de um pouco mais de tempo. Ele não consegue enxergar os olhos da jovem, e mediante a tamanha fraqueza, ele se apóia na cama e se deita novamente na cama, se cobre, e vira seu rosto para o lado contrario á garota.

- O que é isso? Se sente mal?

- Não me olhe tanto, não sou o que pensa que sou. Já disse que não devo ficar.

- Não estou te prendendo aqui, mas, parece que não vai conseguir sair com as próprias pernas não é? Homem, pra que esse orgulho todo, olha pra mim, tem medo de olhar para uma moça cujo próprio pai rejeitou?

Ele se vira e olha para ela, que por sua vez se aproxima, e se ajoelha na frente da cama, e fica ali parada por alguns segundos, Garth levanta um pouco e se senta, ficando de frente para a garota, mesmo com a visão nublada, ele está próximo da jovem, mas, ainda não consegue ver seus olhos, ele apenas sabe que eles são castanhos..."

 

Continua ...

 



- Escrito por: RickGameMaster às 07h38
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65 - O amor de Garth - Cap.10 - ... se concretiza

- E já sabes também que estão comentando coisas ruins sobre minha jovem alteza não é?
- Você quer mesmo saber se eu estou abrigando um homem em minha casa não é?
- Sim minha jovem alteza, sabes que me preocupo muito com teu bem estar, e se eu for obrigado a dizer a verdade ao seu P..., Ao Rei quer dizer. Isso faria com que minha jovem alteza perderia sua mesada, e eu nem sei o que meu Rei seria capaz de fazer a Ti minha alteza.
- Lembras do motivo pelo qual teu Rei me mandou a esta casa Senhor Enyo?
- E como eu poderia esquecer minha jovem alteza? O dia de teu exílio foi o dia mais triste da minha vida, e da vida de minha finada esposa.
- Pois então Enyo, nem mesmo os esforços de meu pai para evitar o dia da profecia foram suficientes. O dia chegou Enyo, ele veio, comprove com teus olhos a beleza do Deicide.Enyo espantado com as palavras de sua jovem alteza, apenas adentra a casa e olha para a cama da jovem. Ele grita:
- Pelos cincos Dragões de Hella! Então é verdade que minha jovem alteza trouxe um homem para dentro de sua casa?!
- Enyo, não se engane, venha, olhe atrás do pescoço dele, venha, olhe.
O homem já estava entrando em desespero, ele temia pelo bem estar de sua alteza acima de tudo, ela havia jurado para sua esposa que viveria em prol do bem estar daquela jovem, e agora, tudo poderia chegar ao fim com tamanha desfeita para coma  coroa. E então conduzido pela jovem, ele olha a parte de traz do pescoço do homem e se espanta mais uma vez ao ver um símbolo na parte de traz do pescoço dele.
- Mas, mas, mas...   Isso significa que a profecia era verdadeira! Que minha jovem alteza é mesmo a designada...?
- Sim Enyo, está próximo  o dia em que a profecia se concretizará.
- O Rei não pode ficar sabendo disso minha alteza, e-ele mandaria seu exercito inteiro para cá, e mataria minha jovem alteza. Isso não pode acontecer, devo partir imediatamente para o castelo e informá-lo que o que andam dizendo não passa de uma calunia!
- Sim Enyo, vá e faça o possível para retardar a irá de meu P..., De nosso Rei, vá e diga que tudo está como sempre.
E em lágrimas o homem deixa a casa da jovem, ele sabe que era o que ela mais desejava, mas, seria esse acontecimento uma coisa boa? Seria isso a coisa que o Rei realmente temia? Ou ele realmente havia exilado a própria filha em uma casa pobre, longe do castelo e próximo do mais pobre vilarejo? Ele não sabia, só sabia que o que estava fazendo, teria graves conseqüências, e o tornaria um homem morto.
A jovem fica feliz por Enyo tê-la compreendido, ela volta para dentro de casa e tranca a porta novamente. E quando adentra seus aposentos, eis que sentado em sua cama, Garth diz:
- Mentindo por causa de um estranho? Interessante...
E um sorriso feliz brota novamente no rosto da jovem...”

Continua...

 



- Escrito por: RickGameMaster às 09h15
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64 - O amor de Garth - Cap.9 - A Profecia...

"... O dia chega, Garth ainda preso aos cipós da grande arvore, o riacho abaixo sem cessar sua corrente, traz pessoas para que possam se banhar e lavar suas roupas. Bem naquela manhã, uma jovem havia ido lavar suas vestes mais cedo do que de costume, para evitar a presença de outras pessoas. Eis que a pouco mais de cinco passos da água, ela olha para cima e fica pasma. O que era o símbolo do vilarejo, era agora uma visão mórbida. Garth ainda com suas vestes manchadas de sangue, assustaria qualquer pessoa que o visse, porém ela não. A jovem então sentiu seu coração bater mais rápido quando uma leve brisa faz o corpo de Garth balançar e por sua vez ir arrebentando aos poucos os cipós que o prendiam.

Ele cai na água, ela então, ainda vestida, salta no riacho para poder salvar o homem q nele caíra. Qualquer outra jovem nada faria, alem de observar, no Maximo, chamaria por ajuda, mas, por quê fazer alarde por causa de um homem que nem vivo mais deveria estar? Ela não se fez pergunta alguma, saltou e nadou em direção ao homem, e o segurou pelo braço, e o trouxe de volta a margem. Ele ainda respira, ela ofegante, mas, ainda com forças diz:
- Você já aparece em minha vida me dando trabalho?
Ela sorri, mesmo sem uma resposta daquele homem, ela sorri, como se tivesse em seus braços a coisa mais maravilhosa do mundo. Ela o arrasta até sua bela carroça de madeira, com panos nobres e de cores escuras e fortes, sem se importar se elas iriam se sujar ou não, sem se importar no que poderiam pensar dela por estar fazendo tudo aquilo.

Ela assobia bem baixo, pois o sol ainda está a nascer, e então seu cavalo puxa sua carroça, antes com algumas roupas sujas, agora, com mais roupas sujas, e molhadas também.

Do riacho a sua casa eram apenas dez minutos, mas, o cavalo mal acostumado a levar peso extra, fez o trajeto em quinze. Nada que fizesse sua dona se zangar ou mesmo notar. O sorriso em seus lábios sim, esse ela não poderia esconder de ninguém, nem se quisesse, a coisa que ela mais desejava havia acabado de acontecer, o presente que ela tanto pediu estava agora deitado na parte de traz de sua carroça, estava ali, tão próximo quanto suas vestes de seu corpo.

Ela corre para abrir a porta da casa, e pega o corpo do rapaz desacordado e o arrasta para dentro, ela o deita em sua sala, ali mesmo no chão, e amarra seu cavalo e entra mais uma vez, e tranca a porta com uma tranca de madeira. Ela fica meio perdida por alguns segundos, sem saber o que fazer, então começa a agir rápido, pegando uma esponja e um balde com água. Ela retira as vestes do rapaz, e então começa a lavá-lo.

Ela não sentiu nada ao estar frente a frente com aquele belo homem sem roupa, porem, ao tocar nele, seu corpo se aquecia, um calor gerado por ele mesmo, capaz de fazer até o mais frio dos invernos parecer um dia de sol. Primeiro tira as manchas de sangue que a água do riacho não tirou, depois, começa a limpar todo o corpo sem medo ou receio algum. Pega em um baú, vestes lindas, parecendo que foram tecidas para um rei. Todas masculinas, é claro, de cores variadas e de tecido caro e de uma leveza sem igual. Ela o seca com uma tolha que também estava no baú, e então o leva até sua cama, o veste com uma bela roupa azul escuro e o cobre com um cobertor de cor marrom, bem claro, e muito aconchegante. Ela volta ao riacho e encontra várias outras mulheres de seu vilarejo, todas elas evitam olhar para a moça, que, diferente de todos os outros dias, não está com uma feição triste, e sim um sorriso em seu rosto é visto por todas. Elas a temem, e rapidamente vão terminando o que vieram fazer, apensa para se afastar da jovem. Ela sequer nota que alguém esteve ali, apenas limpa suas roupas e depois se banha. Enche alguns galões de água e carrega mais uma vez sua carroça e parte para sua casa. Ela o encontra dormindo, repousando. Ela então vai para o vilarejo e compra no mercado a céu aberto, as coisas das quais ela precisava.

Regressa para sua casa, ele ainda dorme, ela então prepara uma sopa, e quando essa estava pronta e menos quente, ela alimentou o homem. Levando cada colherada a aquela boca rosada, nem parecia aparentar que esteve pendurado em uma arvore, com ferimentos gravíssimos. Ela já sabia o por quê de ele não estar mais ferido, e os motivos de ele não acordar, ela já sabia de tudo, e sabia até de coisas que ainda iriam surpreender o maior sábio de todo o planeta.

Os dias vão passando, uma semana, um mês. E nada do jovem despertar, as pessoas começam a comentar sobre a jovem estranha que mora afastada do vilarejo, que agora está comprando duas vezes mais coisas para si, que agora está radiante, cogitam até que está abrigando um moribundo em sua casa.

Um dia então um homem de baixo, e vestido como um monge, leva um pequeno saco para a casa da jovem.

Ele desce da montaria, e bate na porta, ela abre.

- Olá Senhor Enyo. Bom dia.

- Olá alteza, vim trazer a mesada desse mês.
- Obrigada Enyo...

- N-não vai me convidar para entrar como sempre jovem alteza...?

- M-melhor não, é-é que eu não estou com a casa arrumada sabe, tive uma febre forte a dois dias atrás, e fui obrigada a ficar de cama.

- Sei... Bem, alteza, sabes que sou teu humilde servo, que podes confiar em mim não sabe?

- Sim Senhor Enyo, eu sei... "

 

Continua ...



- Escrito por: RickGameMaster às 06h36
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Bem pessoal, é issu dai, em preve farei um post por semana até concluir esse capitulo.
Quando o " Amor de Garth "chegar ao fim, então terei de dar noticias sobre qual será o destino de Guerreiros do Hollocausto.

Peço desculpa pelo sumiço, motivo e mais desculpas nos coemnts

* Esse post e seus coments serão deletados antes da atualização real do Blog... *



- Escrito por: RickGameMaster às 10h27
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63 - O amor de Garth - Cap.8 - Este é meu sangue, tomai todos, e morrei.

"... O sangue de Garth jorra do seu peito, ele vai perdendo o pouco de visão que tinha. Yasmin vai abaixando-se junto com garth até se sentarem no chão, ela coloca a cabeça dele em seu peito e solta a foice no chão. Ela começa a balançá-lo como se estivesse fazendo-o dormir.
A tempestade chega ao fim, a chuva cessa. Eis que então pequenas gotas de água vão se separando das poças que se formaram, elas vão emergindo e levitando, e aos poucos vão se afastando de Garth e de Yasmin, de repente toda a água em volta deles se afasta de seus corpos. Yasmin percebe tarde de mais, ela solta Garth no chão, desesperada, e pega a sua foice e se prepara para atacá-lo novamente. E antes que ela consiga atingir o corpo de seu filho, uma incrível rajada de vento a joga para traz, e um pequeno tufão se forma em volta de Garth. Seu corpo caído, sua mãe afasta dele, protegido pelo vento. E de repente o vento cessa, e Yasmin mais uma vez tenta atacar, dessa vez ela chega ainda mais perto, mas, seu corpo é paralisado, e então do corpo de seu filho uma energia negra começa a transbordar.
- Não meu filho, não pode ser, de mil e um destinos você escolheu o que o fará sofrer mais?
- Meu destino, a mim pertence. Não importa se vou sofrer, muito menos se eu vou morrer, o que importa é que eu não vou morrer aqui, não esta noite.
Então o corpo de Garth começa a se erguer do chão, ele volta à posição vertical, e Garth abre levemente os braços, sem abrir os olhos, com aquela energia em volta de si, fazendo-o levitar. Ele estava ficando cada vez mais poderoso.
Yasmin abaixa sua cabeça e nada diz, Garth começa a abrir seus olhos. E ao invés de Yasmin ver os olhos de seu filho, ela vê os olhos de um demônio, vermelhos, brilhando forte, parecendo dois rubis. Garth os abre totalmente, e deles uma fumaça também vermelha começa a se projetar, Yasmin olha aquilo horrorizada, pois, aquele demônio não poderia ser seu filho. Ele Olha para cima e do nada, começa a gritar e então uma rajada óptica sai de seus olhos, tão poderosa que subiu aos céus na velocidade da luz, as nuvens que estavam no caminho da rajada, se dissiparam de tal forma que foi possível ver a lua cheia brilhando forte. Ele para de gritar e em segundos a rajada chega a o fim, ele olha para sua mãe ainda com seus olhos vermelhos e brilhantes, e diz:
- Chegou a hora de partir minha mãe, meu lugar não é aqui, meu destino não está aqui.
Ele se vira, e aquela energia negra que transbordava, criou asas para que ele pudesse voar, ele se prepara para partir, e não escuta o que Yasmin está falando.
- Mesmo que você seja o ser mais poderosos do universo, você não tem poder pra derrotar o céu e o inferno juntos, você não pode partir!
Ela levanta sua enorme foice, de sua haste, ela puxa um cabo preso a um fio quase invisível por sua transparência. Ela Lança sua foice girando em direção a Garth enquanto grita:
- Navalha Ceifadora!
A foice atingindo uma velocidade imensa enquanto girava, e chega a Garth sem que dê tempo dele se quer perceber o ataque.
O golpe o atinge, porem, mesmo com toda a força de Yasmin, no maximo ela causaria um ferimento superficial, mas, ela atingiu o ponto fraco dos anjos, as costas. A parte onde as asas se projetam em um anjo, são o ponto mais sensível deles, pois, lá é o ponto em que todos os nervos do corpo se entrelaçam para controlar as asas. Garth começa a cair, seus cinco sentidos o abandonam, e sem controlar seu corpo ele cai. Porem, antes que chegue ao chão, a energia que de seu corpo transbordava, lança o contra o chão, e antes de tocar o chão ele dá um rasante, e como um cometa, seu corpo é jogado em direção ao extremo norte.
- Nâââââooooooo! Grita Yasmin em desespero.
Garth some da vista dela em questão de milésimos de segundos, e a energia dele não pode ser detectada por ela. 
- Eu o perdi...
Suas pernas falham e seus joelhos vão ao chão, ela chora.
O cometa que se formou com o corpo de Garth começa a perder força, e a energia se desfaz no ar, e o corpo de Garth começa a cair. Ele cai a uma velocidade enorme em uma floresta, as folhagens e arvores o fazem desacelerar antes de tocar ao chão. E em uma arvore enorme e cheia de cipós, o corpo de garth fica enroscado, e ele fica lá, preso na arvore sobre um riacho, ferido, sangrando, e sem seus sentidos..."

Continua ...



- Escrito por: RickGameMaster às 00h59
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62 - O amor de Garth - Cap.7 - Nas Garras da Morte

" ... Garth passa a noite com Elder e os outros, e enquanto todos olham curiosos para Garth, Elder sorri e festeja com sua enorme família.
- Meu Senhor, o vejo apreensivo, não se sente bem?  Pergunta Elder.
- Não, mas, está chegando a hora de partir, mas, antes preciso falar a sós com você Elder.
- Uma vez conversaste comigo a sós meu Senhor, eu cheguei a ser até questionado por isso, eu não tenho anda a esconder, se tiver algo a falar, eu gostaria que eles ouvissem também.
- Que assim seja nobre homem.
Garth se levanta, enquanto todos fazem uma roda em volta dele. Ele então começa a falar.
- " Tudo começou quando Deus mandou seu meu pai para o inferno e seu filho para ser o salvador..."
Ele falou de como sua existência originou-se, e o que ele é. Explicou que estava cego também e como isso aconteceu, ele contou tudo, abertamente a pessoas que ele não conhecia, ele estava desabafando...
Todas as pessoas ao verem o ser que as tirou da miséria, lhes deu um lar, coisa que seu Deus nunca fez, começaram a pensar que ele era na verdade um escolhido...
Garth termina de falar, e mesmo q ele já soubesse, os olhares espantados iam feri-lo, mas, o que ele viu foram lágrimas, pessoas que compartilharam sua dor, que não duvidaram de sua história por um momento se quer. Afinal, como não acreditar em um ser que tem asas de anjo e que foi capaz de transformar o nada em morada?
Todos pedem para tocá-lo, ele deixa uma lágrima cair, e se ajoelha, todos e inclusive Elder, se levantam e tocam levemente as suas asas. Para o espanto de Garth, a filha de Elder anda até ele, e toca seu queixo, ele levanta a cabeça e olha nos olhos da menina, esta por sua vez se aproxima e beija os lábios de Garth. Ele arregala os olhos, e se levanta, Elder ri e puxa a garotinha para si, todos riem como se fosse uma brincadeira da menina, mas, o olhar fixo e frio, que ainda fitavam Garth nos olhos como ninguém naquele lugar era capaz. Ele então começa a pensar.
- Ela pode ver? Ela pode ver o q eu sou...?
Ele então se despede e diz a todos para lutarem para serem felizes, não importando o quanto precisem lutar. Ele sai e alça vôo. Todos o vêem partir e ainda maravilhados se sentam novamente e ficam conversando sobre o assunto.
- Eu quero fazer um altar para ele, o que vocês acham? Propõe Elder.
Todos aceitam, e decidem nomear aquela terra de Ángel de la Guarda. (Anjo da Guarda em Espanhol)
Garth ainda intrigado com o beijo da garotinha, volta para sua casa, mas, no meio do caminho algo acontece.
- Fraco! É isso que você é!
- De todas as pessoas que poderiam falar isso, não pensei que fosse você a que descobriria primeiro.
- Como ousa admitir a sua franqueza?
Ele se aproxima da terra, e sente claramente sua mãe com vestes negras, cabelos negros longos, soltos ao vento, e em sua mão direita uma foice enorme, maior que ela mesma.
- Então, minha mãe vieste me vigiar?
- Teu pai me alertou para não te deixar sozinho, pois correria para os braços dos mortais. Será que não entendes que você é um Deus?
- Entendo que estou preso ao meu destino e o que eu quero é me libertar e libertar eles também.
- Está louco, não só por recusar negar seu destino, mas, também por tentar salvar um mundo sem salvação.
- Não vieste aqui armada para me dar lições não é?
- Vim fazer uma pergunta, dependendo da resposta, eu terei de lutar com você.
- Então de pois de ter de enfrentar teu irmão, terei de enfrentar a ti minha mãe?
- Entenda meu filho, não deixarei nenhum anjo matar a pessoa que me é mais cara!
- Então faça a sua pergunta.
- Meu filho, você vai ficar comigo e negar tua sina, ou vai voltar a combater os anjos como deseja teu pai?
- Eu vou partir...
- Se não vai ficar, não haverá como fugir de tua sina, não terei outra escolha meu filho, eu prefiro matá-lo a perdê-lo.
Garth apenas sorri e abre os olhos, mostrando a sua mãe seus olhos. Ela descobre que ele já pode enxergar, mas, ela não sabe que ele ainda não enxerga perfeitamente. Ela agita uma das mãos para cima, e do nada, uma poderosa tempestade se inicia.
Rapidamente as asas de Garth se encharcam forçando-o a pousar. Ele recolhe suas asas e materializa uma nova espada.
Antes que possa reagir, sua mãe levanta a lamina da foice que por sua vez é atingida por um raio. Yasmin parte pra cima de garth e faz uma distancia de centenas de metros parecerem centímetros, ataques fortes vindo dela se iniciam, a lamina corta o ar com uma força tremenda, e uma arma que parecia pesada e difícil de manipular, mostrasse rápida e fatal. Garth apenas se defende, nunca ataca.
- Mas, o que é isso? Grita Yasmin com tanta raiva em seu tom de voz que o torna intensamente ameaçador.
- Não posso atacar a minha própria mãe!
Uma lágrima aparece saindo dos olhos de Yasmin, enquanto da palma de sua mão sai uma espécie de chicote vivo que prende no braço de Garth puxando-o para perto dela. E sem defesa por ter sido a mão da espada que foi presa, Garth apenas tenta se soltar, Yasmin ataca com a foice com toda a força no meio do peito de Garth. A Foice vara o corpo do jovem com tamanha facilidade e leveza que nenhuma gota de sangue é derramada, mas, quando Yasmin tira a foice, muito sangue espirra e manche de sangue a batalha.
Garth tem uma tontura enorme e perde o equilíbrio, Yasmin se precipita e abraça o filho moribundo em seus últimos momentos de vida.
E em meio a lágrimas e sangue ela começa a falar no ouvido de seu amado filho:
- Calma meu amor, sua querida mãe está com você. Você não está sozinho... "

 

Continua...



- Escrito por: RickGameMaster às 00h22
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61 - O amor de Garth - Cap.6 - Rendenção

"... Sua mãe o deixa no quarto, e se perde em pensamentos e em duvidas cruéis. Ele se deita na cama, se cobre, e olha pela janela, milhares de estrelas.
- Milhares de estrelas, milhares de destinos, milhares de vidas, na mão de um único ser...
... meu pai diz que eles são privilegiados por ter o livre arbítrio, mas, será que eles são realmente livres...?
A noite passa, ele repousa, mas, como sempre não dorme. O sol toma seu lugar ao céu, ele se levanta, sua mãe o alimenta com alimentos até hoje não provados por ele. É uma comida exótica, que ele aprecia muito.
- Por quê tudo isso?
- Algo me diz que você tem que fazer algo importante hoje, e acho que você vai passar o dia fora, eu só queria que você estivesse bem alimentado antes de sair por ai.
- Obrigado Mãe...
- Eu nunca lhe disse meu nome não é? Apesar de eu ser a Morte e meu irmão ser o Cavaleiro Morte, nós dois temos nomes sim, mas, nem seu pai se importou até hoje em saber...
- Eu quero saber.
- Meu nome é
Yasmin.
- Para o povo Árabe, seu nome tem um sentido de “Branca”.
- Exatamente meu filho, sei que isso condiz com esse corpo, mas, meu verdadeiro corpo nunca teve e nunca terá a luz do sol tocando ele, eu sou ainda mais branca do que o branco das nuvens.
- Eu gosto disso minha mãe, não se sinta mal.
- Obrigado meu filho, agora, chega de conversa, está na hora de partir certo?
- Sim. Obrigado pela refeição minha mãe, até mais.
- Até.
Ele sai pela porta e caminha pela cidade, mesmo sem enxergar, ele continua caminhando, chega aos portões da cidade. Ele se distancia da cidade, e quando a avistá-lo era impossível, ele colocou suas asas para fora. Ele não pode enxergar a beleza do espetáculo que ele proporciona, aquelas belas asas brancas se abrindo. Isso mesmo, o filho do demônio com asas de anjo. Ele parte sem saber que essa mudança ocorreu. A paz que ele sente no coração é enorme, e a consciência do que ele fará, o traz muita felicidade. Garth chega ao local combinado com Elder, e os outros moradores de rua. Uma garotinha, que vê a sombra de Garth projetada no chão, ela então ela olha para cima, e diz:
- Olha mamãe, um anjo!
Todos olham para cima e vêm um homem alado, voando como um belo passaro. Ele pousa entre as pessoas, e pergunta por Elder, eles apesar de reconhecê-lo do de quando ele passou alguns dias sob a proteção deles, não o ouvem, eles querem tocá-lo, senti-lo. Querem saber se aquele anjo era de verdade.
- Garth se assusta e alça vôo , ele não entende os olhares maravilhados e curiosos. Ele voa baixa e paira no ar, e grita:
- Elder! Por favor, apareça.
Elder aparece e se mostra para Garth. Ele se espanta ao ver o jovem pairar no céu com suas belas asas. Garth sente finalmente a presença de Elder, e então lentamente pousa a sua frente. Elder tira seu chapéu e o segura com as duas mão a frente do corpo, ele se perde sem saber o que falar ou mesmo o que pensar. Ele se ajoelha perante a Garth.
- Oh! Eu fico grato meu Senhor, eu sabia que eras uma pessoa boa, mas, um anjo?
- Eu não sou um anjo Elder, não sei donde tirou essa idéia. Mas, preciso começar logo o que eu vim fazer aqui.
- Me disseste para vir,meu Senhor, mas, ainda não temos idéia do que acontecerá.
- Darei vida nova a vocês, Elder, mas, o que eu farei não é nada, é apenas lhes dar uma nova chance, cabe a vocês, fazer dar certo ou errado.
Ele alça vôo mais uma vez, e sobe rápido, e para de uma vez. Ele abre seus braços  de forma vertical, Formando com seu corpo uma cruz.
- Que meu poder seja teu instrumento Gaia, que meu desejo seja teu desejo, que minha respiração traga teu sussurro uma vez mais para a superfície.
Elder e seus companheiros são protegidos por uma bolha de energia, enquanto a terra tremia e um pequeno furacão se formava. Toda a terra foi revirada, pedras removidas. O céu fica marrom, chuva começa a fazer as coisas parecerem catastróficas, e ainda uma tempestade de raios começa a fazer o apocalipse ser naquele momento.
E então tudo para, naquela planície, casas esculpidas em pedra, um campo perfeito para o plantio proximo dali, e uma fonte de água no meio de tudo. Garth pousa e a bolha que protegia as pessoas se desfaz.
- E então Elder, vida nova?
O velho homem, cansado de lutar contra o destino sofrido, não consegue responder, as lágrimas saltam de seus olhos, ele abraça sua esposa e sua filha.
- Vida nova...

Continua...



- Escrito por: RickGameMaster às 00h13
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Guerreiros do Hollocausto




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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Games e brinquedos, Esportes, Mangás e Comix
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