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65 - O amor de Garth - Cap.10 - ... se concretiza

- E já sabes também que estão comentando coisas ruins sobre minha jovem alteza não é?
- Você quer mesmo saber se eu estou abrigando um homem em minha casa não é?
- Sim minha jovem alteza, sabes que me preocupo muito com teu bem estar, e se eu for obrigado a dizer a verdade ao seu P..., Ao Rei quer dizer. Isso faria com que minha jovem alteza perderia sua mesada, e eu nem sei o que meu Rei seria capaz de fazer a Ti minha alteza.
- Lembras do motivo pelo qual teu Rei me mandou a esta casa Senhor Enyo?
- E como eu poderia esquecer minha jovem alteza? O dia de teu exílio foi o dia mais triste da minha vida, e da vida de minha finada esposa.
- Pois então Enyo, nem mesmo os esforços de meu pai para evitar o dia da profecia foram suficientes. O dia chegou Enyo, ele veio, comprove com teus olhos a beleza do Deicide.Enyo espantado com as palavras de sua jovem alteza, apenas adentra a casa e olha para a cama da jovem. Ele grita:
- Pelos cincos Dragões de Hella! Então é verdade que minha jovem alteza trouxe um homem para dentro de sua casa?!
- Enyo, não se engane, venha, olhe atrás do pescoço dele, venha, olhe.
O homem já estava entrando em desespero, ele temia pelo bem estar de sua alteza acima de tudo, ela havia jurado para sua esposa que viveria em prol do bem estar daquela jovem, e agora, tudo poderia chegar ao fim com tamanha desfeita para coma  coroa. E então conduzido pela jovem, ele olha a parte de traz do pescoço do homem e se espanta mais uma vez ao ver um símbolo na parte de traz do pescoço dele.
- Mas, mas, mas...   Isso significa que a profecia era verdadeira! Que minha jovem alteza é mesmo a designada...?
- Sim Enyo, está próximo  o dia em que a profecia se concretizará.
- O Rei não pode ficar sabendo disso minha alteza, e-ele mandaria seu exercito inteiro para cá, e mataria minha jovem alteza. Isso não pode acontecer, devo partir imediatamente para o castelo e informá-lo que o que andam dizendo não passa de uma calunia!
- Sim Enyo, vá e faça o possível para retardar a irá de meu P..., De nosso Rei, vá e diga que tudo está como sempre.
E em lágrimas o homem deixa a casa da jovem, ele sabe que era o que ela mais desejava, mas, seria esse acontecimento uma coisa boa? Seria isso a coisa que o Rei realmente temia? Ou ele realmente havia exilado a própria filha em uma casa pobre, longe do castelo e próximo do mais pobre vilarejo? Ele não sabia, só sabia que o que estava fazendo, teria graves conseqüências, e o tornaria um homem morto.
A jovem fica feliz por Enyo tê-la compreendido, ela volta para dentro de casa e tranca a porta novamente. E quando adentra seus aposentos, eis que sentado em sua cama, Garth diz:
- Mentindo por causa de um estranho? Interessante...
E um sorriso feliz brota novamente no rosto da jovem...”

Continua...

 



- Escrito por: RickGameMaster às 09h15
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64 - O amor de Garth - Cap.9 - A Profecia...

"... O dia chega, Garth ainda preso aos cipós da grande arvore, o riacho abaixo sem cessar sua corrente, traz pessoas para que possam se banhar e lavar suas roupas. Bem naquela manhã, uma jovem havia ido lavar suas vestes mais cedo do que de costume, para evitar a presença de outras pessoas. Eis que a pouco mais de cinco passos da água, ela olha para cima e fica pasma. O que era o símbolo do vilarejo, era agora uma visão mórbida. Garth ainda com suas vestes manchadas de sangue, assustaria qualquer pessoa que o visse, porém ela não. A jovem então sentiu seu coração bater mais rápido quando uma leve brisa faz o corpo de Garth balançar e por sua vez ir arrebentando aos poucos os cipós que o prendiam.

Ele cai na água, ela então, ainda vestida, salta no riacho para poder salvar o homem q nele caíra. Qualquer outra jovem nada faria, alem de observar, no Maximo, chamaria por ajuda, mas, por quê fazer alarde por causa de um homem que nem vivo mais deveria estar? Ela não se fez pergunta alguma, saltou e nadou em direção ao homem, e o segurou pelo braço, e o trouxe de volta a margem. Ele ainda respira, ela ofegante, mas, ainda com forças diz:
- Você já aparece em minha vida me dando trabalho?
Ela sorri, mesmo sem uma resposta daquele homem, ela sorri, como se tivesse em seus braços a coisa mais maravilhosa do mundo. Ela o arrasta até sua bela carroça de madeira, com panos nobres e de cores escuras e fortes, sem se importar se elas iriam se sujar ou não, sem se importar no que poderiam pensar dela por estar fazendo tudo aquilo.

Ela assobia bem baixo, pois o sol ainda está a nascer, e então seu cavalo puxa sua carroça, antes com algumas roupas sujas, agora, com mais roupas sujas, e molhadas também.

Do riacho a sua casa eram apenas dez minutos, mas, o cavalo mal acostumado a levar peso extra, fez o trajeto em quinze. Nada que fizesse sua dona se zangar ou mesmo notar. O sorriso em seus lábios sim, esse ela não poderia esconder de ninguém, nem se quisesse, a coisa que ela mais desejava havia acabado de acontecer, o presente que ela tanto pediu estava agora deitado na parte de traz de sua carroça, estava ali, tão próximo quanto suas vestes de seu corpo.

Ela corre para abrir a porta da casa, e pega o corpo do rapaz desacordado e o arrasta para dentro, ela o deita em sua sala, ali mesmo no chão, e amarra seu cavalo e entra mais uma vez, e tranca a porta com uma tranca de madeira. Ela fica meio perdida por alguns segundos, sem saber o que fazer, então começa a agir rápido, pegando uma esponja e um balde com água. Ela retira as vestes do rapaz, e então começa a lavá-lo.

Ela não sentiu nada ao estar frente a frente com aquele belo homem sem roupa, porem, ao tocar nele, seu corpo se aquecia, um calor gerado por ele mesmo, capaz de fazer até o mais frio dos invernos parecer um dia de sol. Primeiro tira as manchas de sangue que a água do riacho não tirou, depois, começa a limpar todo o corpo sem medo ou receio algum. Pega em um baú, vestes lindas, parecendo que foram tecidas para um rei. Todas masculinas, é claro, de cores variadas e de tecido caro e de uma leveza sem igual. Ela o seca com uma tolha que também estava no baú, e então o leva até sua cama, o veste com uma bela roupa azul escuro e o cobre com um cobertor de cor marrom, bem claro, e muito aconchegante. Ela volta ao riacho e encontra várias outras mulheres de seu vilarejo, todas elas evitam olhar para a moça, que, diferente de todos os outros dias, não está com uma feição triste, e sim um sorriso em seu rosto é visto por todas. Elas a temem, e rapidamente vão terminando o que vieram fazer, apensa para se afastar da jovem. Ela sequer nota que alguém esteve ali, apenas limpa suas roupas e depois se banha. Enche alguns galões de água e carrega mais uma vez sua carroça e parte para sua casa. Ela o encontra dormindo, repousando. Ela então vai para o vilarejo e compra no mercado a céu aberto, as coisas das quais ela precisava.

Regressa para sua casa, ele ainda dorme, ela então prepara uma sopa, e quando essa estava pronta e menos quente, ela alimentou o homem. Levando cada colherada a aquela boca rosada, nem parecia aparentar que esteve pendurado em uma arvore, com ferimentos gravíssimos. Ela já sabia o por quê de ele não estar mais ferido, e os motivos de ele não acordar, ela já sabia de tudo, e sabia até de coisas que ainda iriam surpreender o maior sábio de todo o planeta.

Os dias vão passando, uma semana, um mês. E nada do jovem despertar, as pessoas começam a comentar sobre a jovem estranha que mora afastada do vilarejo, que agora está comprando duas vezes mais coisas para si, que agora está radiante, cogitam até que está abrigando um moribundo em sua casa.

Um dia então um homem de baixo, e vestido como um monge, leva um pequeno saco para a casa da jovem.

Ele desce da montaria, e bate na porta, ela abre.

- Olá Senhor Enyo. Bom dia.

- Olá alteza, vim trazer a mesada desse mês.
- Obrigada Enyo...

- N-não vai me convidar para entrar como sempre jovem alteza...?

- M-melhor não, é-é que eu não estou com a casa arrumada sabe, tive uma febre forte a dois dias atrás, e fui obrigada a ficar de cama.

- Sei... Bem, alteza, sabes que sou teu humilde servo, que podes confiar em mim não sabe?

- Sim Senhor Enyo, eu sei... "

 

Continua ...



- Escrito por: RickGameMaster às 06h36
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