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- E já sabes também que estão comentando coisas ruins sobre minha jovem alteza não é?
Continua...

"... O dia chega, Garth ainda preso aos cipós da grande arvore, o riacho abaixo sem cessar sua corrente, traz pessoas para que possam se banhar e lavar suas roupas. Bem naquela manhã, uma jovem havia ido lavar suas vestes mais cedo do que de costume, para evitar a presença de outras pessoas. Eis que a pouco mais de cinco passos da água, ela olha para cima e fica pasma. O que era o símbolo do vilarejo, era agora uma visão mórbida. Garth ainda com suas vestes manchadas de sangue, assustaria qualquer pessoa que o visse, porém ela não. A jovem então sentiu seu coração bater mais rápido quando uma leve brisa faz o corpo de Garth balançar e por sua vez ir arrebentando aos poucos os cipós que o prendiam.
Ele cai na água, ela então, ainda vestida, salta no riacho para poder salvar o homem q nele caíra. Qualquer outra jovem nada faria, alem de observar, no Maximo, chamaria por ajuda, mas, por quê fazer alarde por causa de um homem que nem vivo mais deveria estar? Ela não se fez pergunta alguma, saltou e nadou em direção ao homem, e o segurou pelo braço, e o trouxe de volta a margem. Ele ainda respira, ela ofegante, mas, ainda com forças diz:
- Você já aparece em minha vida me dando trabalho?
Ela sorri, mesmo sem uma resposta daquele homem, ela sorri, como se tivesse em seus braços a coisa mais maravilhosa do mundo. Ela o arrasta até sua bela carroça de madeira, com panos nobres e de cores escuras e fortes, sem se importar se elas iriam se sujar ou não, sem se importar no que poderiam pensar dela por estar fazendo tudo aquilo.
Ela assobia bem baixo, pois o sol ainda está a nascer, e então seu cavalo puxa sua carroça, antes com algumas roupas sujas, agora, com mais roupas sujas, e molhadas também.
Do riacho a sua casa eram apenas dez minutos, mas, o cavalo mal acostumado a levar peso extra, fez o trajeto em quinze. Nada que fizesse sua dona se zangar ou mesmo notar. O sorriso em seus lábios sim, esse ela não poderia esconder de ninguém, nem se quisesse, a coisa que ela mais desejava havia acabado de acontecer, o presente que ela tanto pediu estava agora deitado na parte de traz de sua carroça, estava ali, tão próximo quanto suas vestes de seu corpo.
Ela corre para abrir a porta da casa, e pega o corpo do rapaz desacordado e o arrasta para dentro, ela o deita em sua sala, ali mesmo no chão, e amarra seu cavalo e entra mais uma vez, e tranca a porta com uma tranca de madeira. Ela fica meio perdida por alguns segundos, sem saber o que fazer, então começa a agir rápido, pegando uma esponja e um balde com água. Ela retira as vestes do rapaz, e então começa a lavá-lo.
Ela não sentiu nada ao estar frente a frente com aquele belo homem sem roupa, porem, ao tocar nele, seu corpo se aquecia, um calor gerado por ele mesmo, capaz de fazer até o mais frio dos invernos parecer um dia de sol. Primeiro tira as manchas de sangue que a água do riacho não tirou, depois, começa a limpar todo o corpo sem medo ou receio algum. Pega em um baú, vestes lindas, parecendo que foram tecidas para um rei. Todas masculinas, é claro, de cores variadas e de tecido caro e de uma leveza sem igual. Ela o seca com uma tolha que também estava no baú, e então o leva até sua cama, o veste com uma bela roupa azul escuro e o cobre com um cobertor de cor marrom, bem claro, e muito aconchegante. Ela volta ao riacho e encontra várias outras mulheres de seu vilarejo, todas elas evitam olhar para a moça, que, diferente de todos os outros dias, não está com uma feição triste, e sim um sorriso em seu rosto é visto por todas. Elas a temem, e rapidamente vão terminando o que vieram fazer, apensa para se afastar da jovem. Ela sequer nota que alguém esteve ali, apenas limpa suas roupas e depois se banha. Enche alguns galões de água e carrega mais uma vez sua carroça e parte para sua casa. Ela o encontra dormindo, repousando. Ela então vai para o vilarejo e compra no mercado a céu aberto, as coisas das quais ela precisava.
Regressa para sua casa, ele ainda dorme, ela então prepara uma sopa, e quando essa estava pronta e menos quente, ela alimentou o homem. Levando cada colherada a aquela boca rosada, nem parecia aparentar que esteve pendurado em uma arvore, com ferimentos gravíssimos. Ela já sabia o por quê de ele não estar mais ferido, e os motivos de ele não acordar, ela já sabia de tudo, e sabia até de coisas que ainda iriam surpreender o maior sábio de todo o planeta.
Os dias vão passando, uma semana, um mês. E nada do jovem despertar, as pessoas começam a comentar sobre a jovem estranha que mora afastada do vilarejo, que agora está comprando duas vezes mais coisas para si, que agora está radiante, cogitam até que está abrigando um moribundo em sua casa.
Um dia então um homem de baixo, e vestido como um monge, leva um pequeno saco para a casa da jovem.
Ele desce da montaria, e bate na porta, ela abre.
- Olá Senhor Enyo. Bom dia.
- Olá alteza, vim trazer a mesada desse mês.
- Obrigada Enyo...
- N-não vai me convidar para entrar como sempre jovem alteza...?
- M-melhor não, é-é que eu não estou com a casa arrumada sabe, tive uma febre forte a dois dias atrás, e fui obrigada a ficar de cama.
- Sei... Bem, alteza, sabes que sou teu humilde servo, que podes confiar em mim não sabe?
- Sim Senhor Enyo, eu sei... "
Continua ...
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Perfil do autor: BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Games e brinquedos, Esportes, Mangás e Comix MSN - 23 |
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